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há cerca de 23 horas

COMUNICADO MAXIMED

A MAXIMED PLANOS DE SAÚDE LTDA., em respeito aos seus beneficiários, à sua rede assistencial credenciada, aos seus corretores parceiros, ao mercado e à sociedade, vem a público reafirmar a normalidade e a solidez de suas operações. Operações em pleno funcionamento. A MAXIMED segue atuando com total normalidade em todas as suas frentes assistenciais e administrativas já anteriormente adotadas. Os atendimentos aos beneficiários acontecem regularmente, sem qualquer interrupção, restrição de cobertura ou alteração nos serviços prestados. Todos os contratos permanecem válidos, ativos e plenamente vigentes. Mensagem à nossa rede assistencial. Aos hospitais, clínicas, laboratórios, médicos e demais prestadores que compõem a nossa rede credenciada, reforçamos: nada muda. Os fluxos de autorização, atendimento, faturamento e pagamento seguem rigorosamente dentro das rotinas habituais, nos prazos e condições contratualmente estabelecidas. A parceria construída ao longo dos anos é um dos pilares da MAXIMED, e a Operadora reafirma seu compromisso integral com a continuidade dessa relação, com previsibilidade e respeito a cada um dos parceiros assistenciais. Mensagem aos nossos corretores parceiros. Aos corretores que confiam na MAXIMED para oferecer proteção em saúde aos seus clientes, agradecemos pela parceria sólida e duradoura. Relacionamentos contratuais seguem normalmente, dentro das rotinas e prazos de costume. O trabalho conjunto com a nossa rede de corretagem continua sendo uma prioridade estratégica da Operadora, e os canais de relacionamento permanecem plenamente disponíveis para o suporte de sempre. Diálogo regulatório com ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A Maximed encontra-se em processo administrativo regular perante a autarquia, conduzido no exercício de sua competência fiscalizatória. A operadora vem cumprindo integralmente o rito processual, com transparência, cooperação institucional e respaldo técnico-jurídico, dentro das prerrogativas legais. Reforça, ainda, que mantém plena solidez assistencial e financeira para honrar todos os seus compromissos junto aos beneficiários, rede credenciada, colaboradores, corretores e demais parceiros. Sobre informações que circulam no mercado. A MAXIMED registra, com serenidade, que tem identificado a circulação de informações distorcidas e descontextualizadas a seu respeito, originadas em ambientes de concorrência. A Operadora confia na maturidade do mercado para distinguir fatos de especulações e prefere responder, como sempre fez, com trabalho, atendimento de qualidade e cumprimento rigoroso de seus compromissos. Eventuais condutas que ultrapassem os limites da concorrência leal serão tratadas pelos meios cabíveis. Compromisso institucional. A MAXIMED reafirma seu compromisso permanente com a continuidade do atendimento, a segurança assistencial dos beneficiários, a estabilidade das parcerias e a regularidade de suas operações, valores que orientam sua atuação desde a sua fundação. Agradecemos a confiança dos nossos beneficiários, prestadores, corretores, colaboradores e parceiros. A Operadora permanece à disposição por meio de seus canais oficiais de comunicação. Diretoria MAXIMED PLANOS DE SAÚDE LTDA. MAXIMED CNPJ: 57.303.461/0001-50 Rua Padre Gabriel Mousinho, 130 – Ilha do Retiro – Recife - PE CEP 50830-010

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Bradsaúde chega à B3 com 13,4 milhões de beneficiários
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Bradsaúde chega à B3 com 13,4 milhões de beneficiários

A Bradsaúde (SAUD3), mais completo ecossistema de saúde do Brasil, anuncia sua chegada oficial ao Novo Mercado da B3 nesta terça-feira (05). No primeiro trimestre de 2026, a Bradsaúde registrou acréscimo de 52 mil vidas nos planos de saúde e 141 mil vidas nos planos odontológicos, alcançando marca superior a 13,4 milhões de beneficiários no País. Neste período, a Companhia, que sucede a Odontoprev no mercado de capitais, registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, receitas de R$ 13,3 bilhões e um ROAE de 24,8%. Em relação à atuação hospitalar, a Atlântica Hospitais e Participações já soma 20 hospitais no fechamento do primeiro trimestre de 2026, totalizando cerca de 4 mil leitos, além de 39 clínicas da rede Meu Doutor Novamed. O segmento hospitalar representa uma importante frente de crescimento para a Bradsaúde. “É com imenso orgulho que anunciamos o início das operações da Bradsaúde na bolsa. Ser o mais completo ecossistema de saúde do País nos permite combinação de escalabilidade, sinergia de negócios e ampla capilaridade dos canais, criando assim um vetor sustentável de crescimento”, afirma Carlos Marinelli, CEO da Bradsaúde.

Mudanças nas regras de fiscalização da ANS entram em vigor
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Mudanças nas regras de fiscalização da ANS entram em vigor

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou, na última sexta-feira (1), que novas normas que atualizam o modelo de fiscalização dos planos de saúde entraram em vigor. Segundo informações da agência, as regras foram aprovadas em dezembro do ano passado e, após período de adaptação, passaram a valer para todo o setor. A mudança representa um avanço na forma como a agência acompanha e fiscaliza as operadoras. O novo modelo prioriza a prevenção de problemas, a melhoria no atendimento aos beneficiários e o estímulo à adoção de boas práticas pelas empresas. Eliane Medeiros, diretora de Fiscalização da ANS, detalha que a iniciativa busca promover uma mudança de cultura no setor. “O novo modelo de fiscalização reforça o papel da ANS como indutora de boas práticas. O que nós queremos é garantir os direitos dos beneficiários e melhorar o atendimento, sem deixar de aplicar penalidades quando necessário. O nosso grande objetivo com as novas regras é incentivar que as próprias operadoras corrijam falhas, pois isso resultará, diretamente, na diminuição dos conflitos e na melhoria dos serviços oferecidos aos consumidores”, pontua. Elaborado a partir de estudos propostos pela Agenda Regulatória 2023-2025, o novo modelo de fiscalização foi amplamente discutido com a sociedade e com o setor regulado por meio de audiência e consultas públicas, e segue uma abordagem chamada de “regulação responsiva”. Na prática, isso significa combinar ações de orientação, prevenção e punição, de acordo com a gravidade de cada situação. Entre os principais objetivos estão: tornar mais rápida a análise das reclamações; agilizar a atuação da fiscalização; e incentivar as operadoras a cumprirem as regras, contribuindo para serviços de melhor qualidade. A ANS continuará recebendo normalmente as reclamações dos beneficiários, que são encaminhadas às operadoras por meio da Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), ferramenta que busca resolver problemas de forma mais rápida. Com o novo modelo, nem todas as reclamações passam por análise individual. Uma parte é examinada caso a caso, enquanto outra parte serve para identificar problemas que se repetem e orientar ações mais amplas de fiscalização. Dessa forma, a ANS consegue responder mais rapidamente aos beneficiários, evitar o acúmulo de processos e utilizar melhor seus recursos. As reclamações selecionadas para análise individual devem ser concluídas em até 45 dias após a distribuição aos técnicos. Caso não sejam resolvidas na fase inicial, outras reclamações também podem ser incluídas posteriormente nesta etapa, conforme a necessidade. Ações de Fiscalização Planejada As ações de fiscalização planejada passam a ter papel central na atuação da ANS que são definidas de acordo com a gravidade dos problemas identificados e com o desempenho das operadoras, avaliado por indicadores como o Índice Geral de Reclamações (IGR). Essas ações podem assumir diferentes formatos, conforme o tipo e a complexidade da situação identificada, e incluem: Medidas preventivas e orientadoras, com foco na correção de falhas antes que elas se agravem; Ações voltadas a um acompanhamento mais focal, quando há indícios de recorrência de irregularidades que demandam um acompanhamento mais próximo e elaboração de plano de equacionamento pela operadora; e Ações estruturadas, aplicáveis a casos mais complexos, que podem resultar em multas de até R$ 1 milhão por determinação descumprida e em outras sanções previstas em norma. Além disso, está prevista  Ação Coercitiva Incidental, com possibilidade de aplicação de multa diária, em especial, quando for constatado descumprimento grave das regras, com impacto relevante para os beneficiários. Normas em vigor As mudanças fazem parte de um conjunto de resoluções normativas (RNs) aprovadas recentemente pela ANS, com vigência a partir de 1/5/2026: RN 656/2025 – Altera regras de dosimetria relacionadas à aplicação de penalidades; RN 657/2025 – Atualiza os procedimentos de fiscalização adotados pela ANS*;  RN 658/2025 – Define as regras para a estruturação e a realização das ações de fiscalização planejada; RN 659/2025 – Promove ajustes nas normas sobre penalidades aplicáveis às operadoras. Clique aqui para conhecer a nota metodológica que norteará a geração das amostragens mensais para análises individuais, aprovada pela Diretoria Colegiada na 636ª Reunião Ordinária, realizada em 24/04/2026. Essas resoluções se articulam com a RN 623/2024, em vigor desde 1º/7/2025, que estabelece regras para o relacionamento entre operadoras e beneficiários, por meio do tratamento dado às solicitações apresentadas.

Eleição na Fenacor: chapa é eleita por unanimidade
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Eleição na Fenacor: chapa é eleita por unanimidade

Foi realizada, nesta 2ª feira (27 de abril), a eleição da Diretoria e do Conselho Fiscal da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) – além dos delegados junto à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) – para o quadriênio 2026-2030. A única chapa inscrita no pleito, “Fenacor Unida – Força Institucional e Desenvolvimento”, encabeçada por Armando Vergilio dos Santos Junior, atual presidente da Federação, foi eleita, por unanimidade, pelos 22 sindicatos votantes. Não houve voto contrário, em branco ou nulo. Segundo Armando Vergilio, esse resultado consolida o cenário de plena harmonia e convergência de ideias entre as entidades que representam os mais de 152 mil Corretores de Seguros com registros ativos neste momento, sendo 85 mil pessoas físicas e 67 mil empresas. “A Fenacor, junto com os Sindicatos, dará continuidade ao trabalho que vem sendo feito, com muita harmonia para enfrentar os eventuais desafios”, frisou. O presidente reeleito acrescentou que esse trabalho conjunto terá como guia o Plano Diretor do Mercado de Intermediação de Seguros (PDMIS), iniciativa do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento dos Corretores de Seguros – IBDCOR, que será lançado no dia 26 de maio, durante a edição 2026 do “Conexão Futuro Seguro”, e que tem como focos principais a modernização digital, a valorização do Corretor de Seguros e a defesa do consumidor. A nova composição da diretoria da Fenacor reforça o compromisso de integração entre os sindicatos e a Federação, fortalecendo a representação institucional e ampliando a atuação dessas entidades em defesa do Corretor de Seguros. A nova gestão começa no próximo dia 1º de junho e seguirá até 31 de maio de 2030. Veja, abaixo, a relação completa da chapa eleita: Diretoria Plena – Fenacor (Gestão 2026–2030) Presidente: Armando Vergilio dos Santos Júnior 1º Vice-Presidente: Lucas de Castro Santos 2º Vice-Presidente: Manuel Dantas Matos Vice-Presidente Administrativo: Vinícius de Araújo Porto 2º Vice-Presidente Administrativo: Wellerson Cláudio de Castro Vice-Presidente Financeiro: Robert Bittar 2º Vice-Presidente Financeiro: Arnol Lemos Filho Vice-Presidente de Relações Institucionais: Rodrigo de Almeida Matos Vice-Presidente de Benefícios e Patrimônio: Boris Ber Vice-Presidente de Relações com o Mercado: Henrique Jorge Duarte Brandão Júnior Vice-Presidente de Marketing e Eventos: Stênio Max Fernandes de Freitas Vice-Presidente de Comunicação: Fernando Dantas de Santana Vice-Presidente de Tecnologia e Inovação: Érico José Melo Nery Vice-Presidente Técnico: José Antônio de Castro Vice-Presidente Regional Norte: Luiz André Moraes Santos Vice-Presidente Regional Nordeste: Edmilson Ribeiro Silva Vice-Presidente Regional Centro-Oeste: José Cristóvão Martins Vice-Presidente Regional Sudeste: Ricardo Faria Garrido Vice-Presidente Regional Sul: Ricardo Albino Ferreira Pansera Vice-Presidentes de Representação (em ordem alfabética): André Luiz Araujo Thozeski, Auri Bertelli, Cláudia Gerlane Cândida Diniz, Dorival Alves de Sousa, Gustavo Pereira Lima Bentes, Jair Antônio Martins Fernandes, Jair da Conceição, José Luís Cunha Figueiredo, José Alexandre Cid Pinto e Josimar Antunes Ribeiro. 2º Vice-Presidentes de Representação: John Neves Fox Rangel, José Fernando Bairos Faracco, José Rômulo da Silva, Jucinêia Márcia Moraes Rosa e Maria Margarete Braga Serra. Ouvidoria Vice-Presidente de Ouvidoria: Carlos Alberto Valle 2º Vice-Presidente de Ouvidoria: Maria Vitória Tenório de Freitas Conselho Fiscal – Efetivos: Claudio Simão, Edvan Gomes de Vasconcelos e Juvenal Ribeiro Vilanova. Conselho Fiscal – Suplentes: Jaques Furtado de Andrade, Antônio Carlos Batista da Rocha e Faride Sobreira da Silva. Delegados Representantes junto à CNC: Efetivos: Armando Vergilio dos Santos Júnior e Lucas de Castro Santos. Suplentes: Wilson Pereira e Juliana dos Santos Pereira.

Produto suspenso
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Produto suspenso

No dia 24 de abril de 2026, a Diretoria Colegiada da ANS publicou a Resolução Operacional que sela o destino da Ampla Planos de Saúde (Registro 42.272-0). A determinação é clara e precisa: a operadora deve promover a alienação da sua carteira de beneficiários em 30 dias e está com a comercialização de planos suspensa imediatamente. A decisão da ANS, baseada no Art. 24 da Lei 9.656/98, não ocorre por acaso. Ela é o resultado de um monitoramento que detectou o que já vínhamos alertando: Risco à Continuidade – A operadora perdeu a capacidade de garantir o atendimento, o que fere o princípio básico da saúde suplementar; Alienação Compulsória – Quando a agência determina a venda da carteira, ela está atestando a insolvência administrativa da operação.

Guga Pontes - Conexão Saúde

GugaConexão

Guga Pontes é o maior comunicador de saúde suplementar e seguros do Nordeste.

Criador do Conexão Saúde, ele dá voz aos corretores, valoriza histórias reais e fortalece conexões que geram negócios em todo o Brasil.

Tecnologia e Inovação

O futuro da saúde digital

Nova proposta define regras para corretores de planos de saúde no Brasil
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Nova proposta define regras para corretores de planos de saúde no Brasil

O deputado Doutor Luizinho (PP/RJ) apresentou projeto de lei que regulamenta a atuação do Corretor de Planos e Seguros de Saúde. A proposta engloba todos os profissionais que, com ou sem vínculo empregatício, atuem, em nome próprio ou na qualidade de representantes de terceiros devidamente autorizados, na prospecção, apresentação, intermediação, negociação e formalização de contratos de planos e/ou seguros privados de assistência à saúde suplementar, em conformidade com as normas expedidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Segundo o texto, o exercício da atividade de Corretor de Planos e Seguros de Saúde será livre em todo o território nacional, observados os requisitos previstos na Lei, caso o projeto seja aprovado. A atuação do Corretor de Planos e Seguros de Saúde deverá observar integralmente as normas estabelecidas pela ANS e demais disposições legais e regulamentares O exercício da profissão fica condicionado ao atendimento dos seguintes requisitos: idade mínima de 18 anos; comprovação de conclusão do ensino médio ou equivalente; aprovação em curso de qualificação ou obtenção de certificação profissional específica, reconhecida por entidade ou instituição certificadora legalmente habilitada, observados os conteúdos programáticos mínimos a serem definidos em regulamento; e inscrição regular e situação ativa no Cadastro Nacional de Corretores de Planos e Seguros de Saúde (CNCPSS), a ser criado e mantido por órgão competente. Os profissionais que exercerem a atividade no início da vigência da nova lei disporão do prazo de 24 meses para adequar-se aos requisitos previstos. O projeto lista como “deveres essenciais do Corretor de Planos e Seguros de Saúde” prestar informações claras, precisas, completas e transparentes sobre as coberturas, carências, rede credenciada, reajustes, fatores moderadores, incluindo coparticipação e franquia, e exclusões dos planos e seguros de saúde ofertados; agir com diligência, lealdade e boa-fé nas negociações com os consumidores; zelar pelo sigilo das informações pessoais e de saúde dos proponentes; e cumprir as normas e regulamentos estabelecidos pela ANS e pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90). Será vedado ao Corretor de Planos e Seguros de Saúde, sob pena de responsabilidade civil e administrativa, omitir ou prestar informações falsas ou enganosas ao consumidor; prometer ou oferecer coberturas, benefícios ou vantagens não previstos nos termos contratuais; concretizar a venda de planos com análise de risco sem a coleta de dados de saúde de forma adequada e transparente, como por meio da Declaração de Saúde ou outros documentos comprobatórios; e atuar sem a devida vinculação ou autorização legal de uma operadora de planos de saúde, seguradora de saúde, administradora de benefícios ou pessoa jurídica correlata.

há 13 dias
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ANS inicia um novo marco regulatório no setor de saúde
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ANS inicia um novo marco regulatório no setor de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu, na última sexta-feira (17), uma chamada pública e instituiu um comitê interno para avaliar a estruturação de um novo marco regulatório no setor de saúde suplementar, com foco na expansão do mercado de cartões de desconto, serviços pré-pagos e alternativas correlatas. Segundo a autarquia, a iniciativa foi aprovada em reunião da Diretoria Colegiada e tem como foco um segmento que vem se consolidando como alternativa de menor custo para parte da população. A atuação da ANS sobre esse mercado está respaldada por decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que confirmou a competência da autarquia para regular e fiscalizar essas atividades. Apesar da expansão do segmento, ainda há carência de dados consolidados sobre o funcionamento e modelo de gestão. Com prazo de 60 dias, a chamada pública abre espaço para que empresas e entidades apresentem informações sobre composição societária, abrangência dos serviços, formas de atendimento e critérios de reajuste de preços. De caráter consultivo, a iniciativa pretende reunir subsídios técnicos para embasar uma futura regulação, com foco na segurança jurídica e na proteção do consumidor. Podem participar entidades privadas que atuam na administração, oferta ou comercialização de serviços de assistência à saúde vinculados a descontos ou similares, com ou sem rede própria ou conveniada. As contribuições deverão ser encaminhadas por meio de formulário a ser disponibilizado no portal da ANS. Ainda de acordo com a autarquia, a ausência de regras mais claras e transparentes favorece práticas que confundem o consumidor, especialmente quando há uso de linguagem, identidade visual ou estratégias comerciais que aproximam indevidamente esses produtos dos planos de saúde regulados. “Cabe à ANS, portanto, avançar na delimitação desse mercado, estabelecendo parâmetros que coíbam ambiguidades e reforcem a transparência, de modo a proteger o beneficiário de escolhas baseadas em premissas equivocadas”, pontuou a agência. Para aprofundar a análise do tema, a ANS criou um comitê interno multidisciplinar, com participação de todas as diretorias e da Presidência. O grupo terá prazo inicial de 90 dias. Paralelamente a isso, a Diretoria Colegiada decidiu encerrar a proposta de sandbox regulatório voltada a consultas eletivas e exames. A avaliação é de que os esforços devem se concentrar no mercado de cartões de desconto, devido ao seu impacto social e à necessidade de uma abordagem integrada.

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